terça-feira, 31 de dezembro de 2024

O primeiro réveillon

2009. A gente estava ali. Cada um na sua ponta e tumulto. Era SMS. Nada era smart. Éramos. Posto 5? Talvez! A gente não esbarrava. A contagem regressiva da contagem regressiva. As mensagens chegam


depois…

A gente não se fala. Posto 5! Copacabana suas duas milhões de expectativas que viriam. Sabemos, não vieram. A contagem vai começar. Os fogos estouro. 2010 começou. 

I  n g U

Se 

Encontrou… 

Lá.


“Não posso, nem quero, deixar que me abandone”, mas, abandonou. Pelos motivos que. Pelas razões de. Por quê? Microfone aberto. Se calou. Se recolheu. Sumiu. E “de repente o telefone toca…”. Lobão, (em 2024) ninguém liga mais para ninguém - e nem você para ninguém, né?! Novamente, dia 31 de dezembro. Rio de Janeiro. Talvez, a gente esteja na mesma cidade. Desencontrados.  Perdidos? EU NUNCA ESTIVE. Confuso? Que bom! Eu já sabia há muito tempo onde era o Posto 5 da Avenida Atlântica. E hoje? Eu nado nesse mar que me envolve, que me engole, mas não me afoga. Eu nado no Posto 5, mas não afundo.  Você pode ter me colocado no fundo da prateleira que você chama de vida, mas não eu não afundo. Não é mérito, não é dom, não é… mergulho, mas não afundo. Ano pós anos. Fogos pós fogos e fogos (atenção no “o”). 

Feliz Ano Novo ainda!


sábado, 13 de janeiro de 2024

Que belo nariz! Só pensava isso quando te vi pela primeira vez naquela praça esquecida de Botafogo. Da minha sacada, eu observava você se aproximando e só desci quando eu vi seu belo nariz. Você me esperava sentado naqueles bancos de mosaico observando os cães barulhentos que me atazanam todas as tardes do ano. Fiquei te observando por 1 minuto e 54 segundos. O tempo da música que eu ouvia no repeat desde você escreveu “bora se encontrar?”. “Rewind” de APFP, no nome da canção - apareceu em algum vídeo conceitual do Reels ou TikTok. Será que é música de IA? Se a gente tiver um novo encontro, vou te mostrar com aquele receio de parecer raso. Medo bobo. Ingênuo. Você me viu por trás da grade.

“Oi, Leo! Finalmente”. Que belo nariz você tem e, por conta disso, nenhuma outra palavra estacionou na minha memória. Só imagens. Do seu sorriso. Dos seus olhos. Dos seus pelos que fugiam da sua camiseta e também, tatuavam as suas coxas. Cafona? Totalmente, mas tem como não ser? Simples. Como cada uma dessas palavras açucaradas como romance de papel marrom de banca de revista dos anos 90.  Talvez, você nem saiba o que são - eu só sei, mas nunca li. Você sorriu para mim e suas pupilas tiraram toda a minha roupa preta. 

(in progress literalmente)