segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Céu da boca
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Galho
sábado, 7 de novembro de 2015
40 minutos
quinta-feira, 19 de março de 2015
Diálogos hipotéticos dois (in progress)
Turista bêbado liga para Admilson
Admilson via whatsapp: Não atender (sic) agora
TB: Tudo bem. Mas já sabe que não sou enrolado ou o que você achou que eu seria.
(40 minutos depois)
TB: ?
A: Oi
TB: Opa
A: Quando vai embora? To com a bateria fraca
TB: Vou embora na segunda. O que está fazendo?
A: Passei na casa do meu amigo. Se quiser depois passo ai. Mas quando for para o carro carregado
TB: Estou na Praça Roosevelt. Eu quero que você passe. Você quer passar?
A: Quero! Fazendo o que aí?
TB: Bebendo e vc?
A: Sozinho?
TB: Com um amigo.
A: Amigo de foda?
TB: Amigo de amizade
A: kkk
TB: Tô numa vibe mais tranquilo depois de tanta vodka
A: Já falo com você
TB: OK! Espero. Dorme comigo?
(Uma hora depois)
TB: Vim para o hotel sozinho
(Sete horas depois)
A: Desculpa, acabei cochilando
Turista de ressaca: Relaxa :) Tudo bem?
A: Sim e aí?
TR: Aqui também. Só uma ressaca chatinha. Fome também.
A: To com fome também. Você fuma?
TR (???): Não, por quê?
A: Porque não gosto.
TR: Nunca fumei
A: Manda foto sua
TR: Que tipo de foto?:P
A: Todos
TR: Mais fácil você vir aqui e me ver ao vivo :)
A: Te pedi foto
TR: Eu sei.
A: Complicado ir aí.
TR: Por quê?
A: Porque é ruim para parar. Trânsito ruim.
TR: No domingo, tá bem tranquilo. O que mais tem é estacionamento aqui no Jardins.
A: Super caro
TR: Bem, não vi preços
A: E você não sabe também?
TR: O quê?
A: Vir
TR: Não sei, não. Você está no Ipiranga, né?
A: Ir na Roosevelt você sabe?
TR: Sim, sim. Tava lá ontem. É fácil.
A: E você não sabe pegar um metrô?
Turista ficando puto: Diz aonde você quer chegar com essas perguntas?
A (via mensagem de voz): Quem chega na Roosevelt, chega na minha casa, Agora, é fácil querer que as pessoas vai (sic) até você sempre
Turista pasmo: Eu cheguei à Roosevelt porque eu sei onde é a Roosevelt (risos). Eu não chego na sua casa porque eu não sei onde é a sua casa.
(continua)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Diálogos hipotéticos (in progress)
Comeu de graça: - Errou! hahahaha
CDG: - Relaxa. hahahhah
BR: (Quase 19 horas e ou ele ainda não aprendeu falar "boa noite" ou não ainda não se entendo com o sistema de 24 horas?) - Opa. Blz?
terça-feira, 1 de julho de 2014
Caos canônicos ou romanos
terça-feira, 3 de junho de 2014
O drink de Veneza
terça-feira, 27 de maio de 2014
Florença em dois tempos
sexta-feira, 23 de maio de 2014
der Feigling
sábado, 5 de abril de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
O Jogo
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Dentro d'água
domingo, 17 de novembro de 2013
Lavalle y Polidoro
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Uma mensagem após o sinal
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Compact Disc
terça-feira, 30 de julho de 2013
Daquilo que não será
segunda-feira, 17 de junho de 2013
O sofá vermelho
Aquela luminária vermelha agora fica em um lugar novo ao lado do sofá e onde ela ficava, agora está a televisão. A bicicleta continua sem lugar e destoa de tudo. Não que a mesa de centro combine com algum móvel ou ainda, não que algum móvel combine com outro. Hoje, faz um silêncio muito grande. De vez em quando, ouço os gritos de uns garotos que ficam na pracinha ou de gatos no cio. De noite, não tem nenhuma criança e o balanço não range. Vou te falar que acho que sofá já não está mais tão vermelho como naquela foto em que você está nele segurando um taça de vinho e escutando conversas que você não conseguia entender. Na fotografia, a cor era bem mais vibrante e quase se fundia com a sua camisa que também era vermelha. Pouco a pouco sinto ele vai desbotando e ficando empalidado como aquilo que a gente chamava de amor.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Calle Humberto Primo
quinta-feira, 11 de abril de 2013
10 anos
sexta-feira, 29 de março de 2013
A flor de estrada
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Última primavera
sábado, 21 de julho de 2012
Inverno carioca
quarta-feira, 11 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Possibly Poetry

sábado, 11 de junho de 2011
Avenida das Américas
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sobre o sonho
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Deitada no sofá, ela dorme
Dorme no sofá da sala. Minha vontade é de sempre levá-la embora comigo. Nem parece que fala gritando. Que sempre resmunga quando acorda. Tem uma inocência que é mais bela que a das crianças. Explico. Ela mantém uma pureza de olhar que quase cinco décadas não conseguiram tirar. Se ela fala baixo, eu quase choro. Ela não sabe lidar com o dor. Não teve a do parto. Não tolera bem as partidas. Sozinha no sofá da sala e com a televisão ligada. Sempre fico tentando imaginar seus sonhos. Às vezes, ela narra trechos enquanto cochila. Antes das seis vai acordar. O ritual é o mesmo todo dia. Vai se levantar e colocar a água para esquentar no fogão. Começa a se arrumar. A água ferve e ela joga o pó de café. Sempre muito pó. Açúcar nem tanto. O coador tem que ser de pano. Ela vai beber apenas metade do que colocou na xícara. Se tiver pão, vai comer também. Etapa final da arrumação. De frente ao espelho vai pentear os cabelos e prendê-los bem rente a cabeça. Pronta. Segue rumo ao trabalho e só volta no fim da tarde.
Todo vez que eu a racionalizo, seguro as lágrimas. Isso, definitivamente, eu não aprendi com ela.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Postais extraviados
Ele não vai te enviar nenhuma carta. Não entendo por que você espera tanto. E você não será a musa de nenhum poema. Nem mesmo de um bilhete num guardanapo de bar. Disso, ele faz papel para fumar um baseado. Ele não vai dizer que te ama. Mesmo que você insista em forçar uma declaração. Talvez, ele nunca olhe para sua cara. De fato, ele já deletou seu telefone do celular e só não te apagou de todas as redes sociais porque ele não tem perfil em nenhuma delas. É provável que ele já tenha esquecido seu endereço. Ele não vai te enviar nenhum cartão postal. Mas, se eu fosse você, esperaria do mesmo jeito.











